Morador de rua esfaqueia caminhoneiro no centro de João Pinheiro após negar esmola

Vítima de 45 anos foi atingida na barriga durante discussão; agressor também ficou ferido após ser atingido com barra de ferro. Caso reacende debate sobre segurança e situação de rua no município.

Publicado em

Publicado em

Um caminhoneiro de 45 anos foi esfaqueado na madrugada de sábado, 2 de novembro de 2025, no centro de João Pinheiro, após negar esmola a um morador de rua de aproximadamente 50 anos. O caso foi registrado pela Polícia Militar e gerou grande repercussão entre comerciantes e moradores da região central da cidade.

De acordo com informações da ocorrência, o caminhoneiro, natural de Caratinga, deixava um bar quando foi abordado pelo homem em situação de rua. Após receber uma negativa ao pedido de dinheiro, o agressor teria reagido de forma violenta e desferido um golpe de faca na barriga da vítima.

Anúncios
Drogaria Americana

Mesmo ferido, o caminhoneiro conseguiu reagir, pegou uma barra de ferro em seu veículo e atingiu o agressor na cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e prestou socorro aos dois homens. Devido à gravidade dos ferimentos e suspeita de hemorragia interna, o caminhoneiro foi transferido para o Hospital Regional de Patos de Minas.

O autor, que também teve ferimentos, alegou ter agido em legítima defesa. A Polícia Militar registrou as versões de ambas as partes e encaminhou o caso à Polícia Civil, que deve investigar as circunstâncias do ocorrido.

Comerciantes da área central afirmaram que o episódio reforça o clima de insegurança que têm enfrentado. “A situação está insustentável. Eles não pedem mais, eles exigem. A gente trabalha com medo”, relatou um empresário que preferiu não se identificar.

A situação de pessoas em vulnerabilidade social na cidade vem sendo discutida desde agosto, quando uma reunião entre o poder público e entidades civis debateu o aumento da presença de moradores de rua em João Pinheiro. Na ocasião, a secretária de Ação Social, Jessinaider, destacou que o município enfrenta dificuldades legais e financeiras para lidar com a questão, apesar das ações de abordagem e apoio realizadas pelas equipes assistenciais.

O caso reacende a discussão sobre políticas públicas voltadas à população em situação de rua e sobre a necessidade de medidas conjuntas entre segurança pública, assistência social e saúde mental para prevenir novos episódios de violência no município.