Se alguém ainda tinha dúvida sobre o significado da expressão “sumiu do mapa”, um caso em Alagoas pode servir de exemplo. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recomendou a demissão de uma servidora da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que, segundo o processo administrativo, está há 17 anos e três meses sem exercer suas funções.
De acordo com a decisão publicada no Diário Oficial do Estado, a agente administrativa Jucielly Ferreira de Sena deixou de comparecer ao trabalho em 31 de março de 2009 e nunca mais retornou. Após a análise do processo, a PGE concluiu que ficou caracterizado o chamado animus abandonandi, expressão jurídica que indica a intenção de abandonar definitivamente o cargo.

A legislação estadual é clara: o artigo 140 da Lei Estadual nº 5.247/1991 prevê a demissão para casos de abandono de cargo. Agora, o processo foi encaminhado à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), responsável por adotar as medidas administrativas necessárias.
Apesar do longo período de ausência, a Seduc informou que a servidora trabalhou apenas três meses após ser admitida e que seu salário foi suspenso logo após o afastamento. Com isso, segundo a secretaria, não houve prejuízo aos cofres públicos.
Nas redes sociais, o caso rapidamente chamou a atenção dos internautas, que brincaram dizendo que a servidora “levou o home office a outro nível” e que “esqueceu de voltar do intervalo”. Apesar das piadas, o episódio trata de um processo administrativo previsto em lei e que pode resultar na perda definitiva do cargo público.
