A disputa pelas duas cadeiras de Minas Gerais no Senado segue em aberto, segundo a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento, contratado pela Globo, aponta a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) na liderança, com 15% das intenções de voto no cenário estimulado — aquele em que os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao eleitor.
Na sequência aparecem empatados tecnicamente Carlos Viana (PSD) e Sávio, ambos com 8%, seguidos por Aro, com 6%. A distância entre os concorrentes, porém, ainda está dentro da margem de erro, o que mantém a corrida indefinida a poucos meses do pleito.

O cenário mais revelador, no entanto, é o da pesquisa espontânea, na qual o entrevistado precisa citar um nome sem ajuda. Nesse caso, 94% dos eleitores não souberam indicar nenhum candidato — um indicativo de que a maior parte do eleitorado ainda não firmou posição. Marília Campos aparece com 2%, enquanto Carlos Viana e Áurea Carolina (PSOL) marcam 1% cada.
Rejeição
A Quaest também mediu a rejeição dos postulantes, perguntando se o eleitor conhece e votaria, se desconhece ou se conhece e não votaria em cada nome. Os piores índices de “conhece e não votaria” ficaram com Carlos Viana e Marília Campos, que concentram as maiores taxas de rejeição entre os avaliados.
Metodologia
O estudo ouviu 1.506 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-04060/2026.
Os resultados consideram as menções tanto para a primeira quanto para a segunda vaga, somando 100% das intenções de voto e preservando a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa.
