Motorista dorme ao lado da carga e tem 5.940 latas de achocolatado furtadas em posto da BR-262

Criminosos romperam o cadeado do baú durante a madrugada, em Uberaba, enquanto o caminhoneiro de 49 anos dormia na cabine. Polícia não tem suspeitos, perícia não foi ao local e nenhuma lata foi recuperada

Publicado em

 O caminhão-trator branco com semirreboque baú estava parado no pátio do Posto Bela Vista, no km 158 da BR-262, desde as 19h da quinta-feira (22). O motorista, de 49 anos, dormiu na cabine por volta das 22h. Às 6h da sexta-feira (23), ao sair para conferir os pneus, percebeu que o cadeado da porta traseira do baú havia desaparecido.

Ao abrir o compartimento, constatou o furto de 165 caixas de achocolatado da Nestlé Brasil Ltda., cada uma com 36 latas — 5.940 unidades no total.

A Polícia Militar foi acionada às 7h43. A ocorrência foi registrada como furto consumado de carga mediante arrombamento: não houve violência nem ameaça, e o motorista não viu os criminosos. O boletim não informa quantas pessoas participaram do crime, se houve veículo de apoio, nem se existem câmeras ou testemunhas. A perícia técnica não compareceu — a presença foi considerada desnecessária. Não há estimativa de prejuízo financeiro no registro.


Rota da carga

EtapaCidade
CarregamentoCordeirópolis (SP)
Parada previstaFeira de Santana (BA)
Destino finalBelém (PA)

Duas notas fiscais acompanhavam o lote. A documentação foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Plantão de Uberaba. Até o momento, nenhum suspeito identificado, ninguém preso e nenhuma caixa recuperada.

Publicidade · 3G Imobiliária & EngenhariaPublicidade do parceiro: Parceiro atual

Contexto da rodovia

O trecho não é isolado. Nos dias anteriores ao furto, a Polícia Rodoviária Federal prendeu seis suspeitos de envolvimento em furto de carga e recuperou um caminhão clonado com bebidas no km 355 da mesma BR-262, em Juatuba. Na mesma semana, foi preso um homem condenado a 11 anos e 5 meses por roubo de carga e associação criminosa, apontado como integrante de grupo que atuava na rodovia.

Carga de alimento tem escoamento rápido no mercado informal, o que a torna alvo recorrente. O caminho investigativo mais direto está nas duas notas fiscais, cujo cruzamento com o comércio receptor permitiria chegar aos intermediários — mas o boletim não indica diligência em andamento.

Para o caminhoneiro, o prejuízo material recai sobre a discussão com transportadora e seguradora — e um registro sem perícia, câmeras ou testemunhas enfraquece essa negociação.