O corpo de Marilene Fátima, 53 anos, foi encontrado na noite desta quinta-feira (5) no interior de um apartamento no bairro Alto da Serra, em Patos de Minas. O imóvel estava desocupado havia meses e havia sido arrematado em leilão. A vítima estava sobre a cama. A informação foi confirmada pelas polícias Militar e Civil, que atenderam a ocorrência.
Conforme a documentação apresentada pela nova proprietária, Marilene estava desaparecida havia aproximadamente 11 meses. A família acreditava que ela tivesse se mudado para Varjão de Minas. A síndica do edifício informou que tentou contato com a moradora diversas vezes nesse período, sem obter retorno.
O apartamento foi arrematado em leilão no último dia 9. Como os móveis permaneciam no imóvel, a compradora procurou o filho de Marilene para solicitar a retirada dos pertences. Ele autorizou a entrada no apartamento, e a proprietária compareceu ao prédio acompanhada de um chaveiro para abrir a porta.
A constatação do corpo ocorreu no momento da abertura. “Na hora que o chaveiro falou que tinha uma mulher morta lá, eu falei: é mentira. Comecei a passar mal”, declarou a nova dona em vídeo gravado no local. Segundo ela, o profissional foi quem percebeu a presença do corpo primeiro. “Assim que eu entrei, ela estava deitada na cama. Eu fiquei bem assustada com a situação”, afirmou.
Após o acionamento, equipes das Polícias Militar e Civil compareceram ao endereço. O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Patos de Minas para exames. Até a publicação desta reportagem, a causa da morte não havia sido divulgada, assim como as circunstâncias em que ela ocorreu.
O caso levanta questionamentos sobre o intervalo entre o desaparecimento e a localização do corpo. Durante os cerca de 11 meses em que Marilene foi considerada desaparecida, não houve registros públicos de entrada forçada ou de irregularidades no imóvel, que seguiu para leilão sem que a ausência da moradora fosse associada a uma possível ocorrência criminal. A versão de que ela havia se mudado para outra cidade foi sustentada pela família e repassada no prédio, o que manteve a situação sem investigação por quase um ano.
A Polícia Civil deve instaurar inquérito para apurar as circunstâncias da morte e o período em que o corpo permaneceu no imóvel. A reportagem procurou a corporação para obter informações sobre os próximos procedimentos e sobre a existência de registro de desaparecimento da vítima, mas não obteve retorno até o fechamento do texto. O espaço permanece aberto para manifestação.

