Foi uma onda que carregou a direita brasileira a patamares inéditos. Neste domingo (4), Nikolas Ferreira (PL) confirmou a reeleição para a Câmara dos Deputados com uma verdadeira avalanche de votos: 3,1 milhões, número que o consagrou como o deputado federal mais votado da história do Brasil.
A disputa pelo posto, no entanto, foi um duelo de gigantes dentro do próprio campo bolsonarista. Lucas Pavanato (PL-SP), que disputava em São Paulo, também atravessou a muralha dos 3 milhões e fechou a apuração com exatos 3 milhões de votos — uma marca que, sozinha, já teria garantido a ele a liderança em qualquer outro pleito da história recente.
O recorde anterior pertencia a Eduardo Bolsonaro, que em 2018 alcançou 1,8 milhão de votos e reinou sozinho no topo da lista. Desta vez, contudo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na disputa: cassado por faltas na Câmara e vivendo nos Estados Unidos, ele ficou de fora da eleição e viu, à distância, o próprio posto ser superado por dois aliados.
Em Três Marias, o apoio ao parlamentar também veio em peso. Nikolas Ferreira (PL – 2222) recebeu 4.844 votos no município, reforçando a forte adesão local ao nome do deputado mineiro.
Para Nikolas, a escalada ao topo não foi improviso. Em 2022, sua estreia como candidato a deputado federal já havia virado evento nacional: aos 26 anos, somou 1,47 milhão de votos, foi o mais votado daquele pleito e ficou na terceira posição do ranking histórico, atrás de Eduardo Bolsonaro e de Enéas Carneiro, que registrou 1.573.642 votos em 2002.
Agora, com os números de 2026 batendo recordes atrás de recordes, Nikolas Ferreira assume a liderança isolada da lista e entra para a história como o nome que mais conquistou eleitores na disputa pela Câmara — um feito que dificilmente será esquecido nas próximas décadas.

