Cleitinho é eleito governador de MG no 1º turno; em Três Marias, chapa com Falcão soma 10.444 votos

Eleitorado de Três Marias deu 63,51% dos votos válidos ao Republicanos, índice acima da média do estado; vice-governador eleito é o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4), ainda no primeiro turno. Com praticamente a totalidade das urnas apuradas, o candidato alcançou 55,40% dos votos válidos no estado — cerca de 6,3 milhões de votos —, derrotando o deputado federal Patrus Ananias (PT), que ficou com 26,34%. Foi a maior vantagem de um vencedor do Palácio da Liberdade no primeiro turno em 20 anos, desde 2006.

Em Três Marias, o resultado repetiu — e ampliou — a tendência estadual. Com 100% das urnas apuradas na cidade, a chapa liderada por Cleitinho, com o vice-governador eleito Luis Eduardo Falcão, conquistou 10.444 votos, o equivalente a 63,51% dos votos válidos no município. Patrus Ananias teve 3.441 votos (20,92%); Flávio Roscoe (PL) somou 960 (5,84%) e Mateus Simões (PSD), 847 (5,15%).

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O desempenho em Três Marias ficou acima da média estadual e da própria região do Centro-Oeste mineiro, onde Cleitinho venceu em todas as cidades com 68,5% dos votos. Na disputa presidencial, o eleitorado local também acompanhou o interior: Flávio Bolsonaro (PL) foi o mais votado na cidade, com 8.632 votos (50,44%), contra 7.107 de Lula (PT), que somou 41,52%.

Perfil: quem é o novo vice-governador

Natural de Goiânia e com 42 anos, Luis Eduardo Falcão, o Falcão, teve sua trajetória política construída em Patos de Minas, no Alto Paranaíba — a chamada “capital do milho”. Filiado ao Republicanos, ele venceu as eleições municipais de 2020 e foi reeleito em 2024 com cerca de 85% dos votos válidos, tornando-se o primeiro prefeito da história da cidade a conquistar a reeleição.

Falcão deixou o comando da prefeitura de Patos de Minas em abril deste ano para compor a chapa de Cleitinho, levando ao projeto estadual a experiência de gestor municipal. Na cidade que administrava, a dobradinha do Republicanos teve votação arrasadora: 67.990 votos, ou 80,22% dos votos válidos locais. Ao lado de Cleitinho, ele terá como desafio imediato a gestão de uma folha com quase 700 mil servidores públicos e as demandas por recomposição salarial.

Campanha pelo interior e discurso de diálogo

Favorito nas pesquisas desde a pré-campanha, Cleitinho construiu a vitória com uma campanha intensa pelo interior do estado e um discurso voltado às classes populares, evitando os embates da polarização nacional. Defendeu o diálogo — inclusive com o Palácio do Planalto, independentemente de quem vença a disputa presidencial — e apresentou como prioridades a regionalização da saúde, a melhoria das estradas mineiras, com parcerias público-privadas, e a renegociação da dívida do estado.

A reta final foi marcada pelo pedido de voto útil para evitar o segundo turno. A campanha chegaria a ser colocada em dúvida após a morte do irmão do candidato, que chegou a gravar um vídeo desistindo da disputa antes de reconsiderar e retomar a corrida ao Executivo estadual.

Cleitinho e Falcão tomam posse em janeiro de 2027 para comandar Minas Gerais pelos próximos quatro anos.