Contêineres amontoados e sem prazo de retorno: moradora cobra explicações da Prefeitura de Três Marias

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Uma moradora de Três Marias procurou o Jornal Três Marias Já para manifestar indignação com a situação de diversos contêineres de lixo que, segundo ela, antes estavam espalhados por diferentes pontos do município e auxiliavam os moradores no descarte adequado de resíduos até a passagem do caminhão de coleta.

De acordo com o relato, os equipamentos agora estão amontoados na quadra da antiga Escola Estadual General Artur da Costa e Silva, local que atualmente abriga a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A moradora encaminhou vídeos gravados no próprio local, nos quais é possível ver os contêineres reunidos em espaço aberto, expostos ao sol e à chuva.

“É revoltante ver o descaso. Esses contêineres ajudavam muita gente, faziam diferença nos bairros. Hoje estão ali, jogados, tomando sol e chuva, se acabando. Ninguém dá uma explicação”, desabafa.

O que a Prefeitura já informou

Em publicações nas redes sociais no dia 11 de setembro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente anunciou uma “mudança na coleta de lixo”, com a retirada gradativa dos contêineres. Nas peças divulgadas, a pasta afirmou que muitos equipamentos sofreram danos e que a equipe estava recolhendo os itens para recuperá-los e armazená-los de forma adequada.

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Em outro material, ao ser questionada se os contêineres voltariam, a resposta oficial foi “Sim!”, com a promessa de que “posteriormente eles serão disponibilizados de modo correto, junto com uma abrangente campanha educativa para garantir o bom uso e a durabilidade”.

A contradição que os vídeos mostram

Passado mais de um mês do anúncio, a população aguarda o retorno dos equipamentos e cobra o “melhor cuidado e adaptação” prometidos. As imagens enviadas pela moradora, no entanto, contrariam a própria justificativa oficial: os contêineres recolhidos para “armazenamento adequado” seguem expostos às intempéries, sem proteção e em processo de deterioração, na quadra do antigo prédio escolar.

A moradora também questiona se o fim dos contêineres em pontos específicos não agravou as demandas de limpeza urbana no município — sobretudo em locais onde o equipamento havia se mostrado eficaz.

O que está em jogo

A situação levanta questionamentos sobre o aproveitamento dos equipamentos públicos e sobre a importância de manter estruturas que contribuam para a organização e a limpeza da cidade. Afinal, se os contêineres estavam disponíveis para auxiliar os moradores — e, segundo a própria administração, funcionavam em diversos pontos —, é legítimo que a população cobre transparência sobre por que deixaram de cumprir essa finalidade e quando voltarão a cumpri-la.

O espaço segue aberto para o posicionamento da Prefeitura e da Secretaria de Meio Ambiente.