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‘Ela me fez sobreviver’, diz mãe resgatada com a filha em Morada Nova de Minas

Ludmilla teve alta médica na manhã de hoje (13) e está na casa da mãe com a filha e o namorado. — Foto: Arquivo Pessoal

“Eu só pensava em sobreviver e cuidar da minha filha”. O relato é de Ludmilla Jesus Silva, de 23 anos, que ficou presa com a filha, de 3 anos, por mais de 72 horas, em uma mata fechada em Morada Nova de Minas, na região Central do Estado. A mulher, que estava internada na Casa de Caridade São Sebastião, desde o resgate na tarde de ontem (12), teve alta médica na manhã desta terça-feira (13). Ela e a filha estão na casa da mãe, que reside na cidade do interior do Estado. 

“A minha filha foi uma guerreira, ela me fez sobreviver. Era eu ajudando ela e ela me ajudando”, descreve a mãe que ainda sente algumas dores nos pés e nas costas. Ludmilla relata os dias na mata foram com momentos de aflição e também de muita exaustão física. As duas andaram por mais de 40 quilômetros a procura de socorro. “Eu subia nos lugares mais altos, gritava e ninguém me encontrava. No dia que me encontraram, eu já estava perdendo a esperança”, disse a mãe, que ainda possui alguns ferimentos pelo corpo, provocados, segundo ela, pelo local cheio de pedras e também pelo chão quente.

Ludmilla e a criança se perderam quando saíram a pé em busca de ajuda depois que o carro em que estavam, junto ao namorado da mãe, atolou na cidade de Biquinhas. Eles seguiam para a casa da mãe da mulher, em Morada Nova de Minas, quando tiveram o problema com  veículo. As duas ficaram na mata por mais de três dias e só foram resgatadas depois de um trabalho de buscas feito pelas Polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros. As buscas tiveram o apoio de cães farejadores e de um drone, que ajudou a localizar mãe e filha.

“Quando encontrei com eles foi uma sensação de muito alívio. Eu fazia muitas orações, pedia pra alguém me buscar”, relembra a mãe. Ludmilla conta que teve muito medo, afinal o lugar era escuro e tinham alguns bichos que assustavam ela e a filha. Além disso, a criança teve fome, e ela precisou colher frutos e até mesmo peixe para alimentar a menina. “Eu consegui pegar alguns coquinhos e dei para a minha filha. Tinha uma poça de água também e eu peguei alguns peixes”, conta. A mãe também chegou a pegar água para se manter e hidratar a filha. A sensação de calor também incomodava as duas. Durantes os dias em que estiveram perdidas, a temperatura média na cidade foi de 28°C.

Desaparecimento

A jovem e a filha saíram de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, com o intuito de visitar a avó da criança, em Morada Nova de Minas, na região Central do Estado. O namorado de Ludmilla estava com elas. Segundo o relato de uma tia da criança, o homem chamado Valter contou que os três seguiram viagem quando o carro atolou na cidade vizinha de Biquinhas. As duas, a mãe e a criança, saíram a pé em busca de ajuda.

O homem, que acionou a Polícia Militar, contou que o local era de mata fechada e que tinha perdido as duas de vista rapidamente. Pelas redes sociais, Valter, que é conhecido como Vavá do Grau, postou vídeos das buscas que fez junto com a PM pela região e para pedir ajuda na localização.

Fonte: O TEMPO

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