Ficou com Pix de R$ 723,63 recebido por engano e bloqueou até a polícia: homem é indiciado em Patos de Minas

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Um simples erro de digitação transformou uma transferência de R$ 723,63 em inquérito policial em Patos de Minas. A vítima pretendia enviar o valor para uma conta bancária de sua própria titularidade, mas digitou os dados incorretamente e o dinheiro caiu em uma chave Pix vinculada ao telefone de um desconhecido. Em vez de devolver, o homem ficou com o valor e travou todos que tentaram falar com ele — inclusive agentes da Polícia Civil, que o indiciou por apropriação de coisa havida por erro.

Como o caso começou

A transferência foi feita no dia 14 de agosto de 2025. Ao perceber que o dinheiro tinha ido para o lugar errado, a vítima procurou o destinatário em várias tentativas — sem sucesso. De acordo com o relatório da investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, ele evitou os contatos e manteve a quantia, mesmo ciente de que o recebimento havia ocorrido por engano.

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Com a recusa, a vítima compareceu à delegacia e formalizou a representação criminal. Durante o inquérito, os policiais identificaram o suspeito e tentaram contato pelo aplicativo de mensagens: ele se recusou a se identificar e bloqueou o canal, conforme a apuração.

Indiciamento e próximos passos

Encerradas as diligências, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do homem pelo crime de apropriação de coisa havida por erro, previsto no artigo 169 do Código Penal, com pena de um mês a um ano de detenção, ou multa. O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal de Patos de Minas para as providências cabíveis.

Vale lembrar que o indiciamento encerra a fase de investigação e não significa condenação — a responsabilidade só será definida no processo judicial. A Justiça, inclusive, já tem confirmado a obrigação de devolver em casos análogos: recentemente, o TJDFT condenou um homem a devolver R$ 4 mil recebidos por engano depois de um erro na chave Pix.

Recebeu um Pix que não é seu? Veja o que fazer

  • Devolva pelo próprio aplicativo: use a função de devolução diretamente no extrato do Pix, sem precisar da chave de quem enviou.
  • Nunca devolva para uma conta informada por terceiros: essa é a porta de entrada do golpe da devolução, em que o falso “remetente” tenta fazer você pagar o valor duas vezes.
  • Não compartilhe senhas, códigos ou dados do cartão com ninguém, nem em nome da devolução.
  • Enviou por engano? Guarde o comprovante e procure o banco o quanto antes, pelos canais oficiais.

No caso de Patos de Minas, o que poderia ter sido resolvido em minutos — uma devolução pelo próprio app — terminou em inquérito, indiciamento e, agora, na Justiça.