As fortes chuvas que atingiram cidades da Zona da Mata mineira provocaram uma tragédia de grandes proporções e já deixaram 30 mortos e 39 desaparecidos, segundo balanço atualizado das autoridades. Os casos mais graves foram registrados em Juiz de Fora e Ubá, onde deslizamentos de terra, alagamentos e desabamentos de imóveis mobilizam equipes de resgate desde a noite de segunda-feira.
Em Juiz de Fora, foram confirmadas 22 mortes e mais de 3 mil pessoas desabrigadas. A prefeitura decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24) e suspendeu as aulas em toda a rede municipal. Entre as vítimas estão estudantes e uma professora, e ocorrências foram registradas em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa.

Em Ubá, sete mortes foram confirmadas após o transbordamento de um rio que inundou avenidas e deixou áreas inteiras debaixo d’água. A 30ª morte foi registrada na região, mas ainda não houve confirmação oficial sobre qual município ocorreu. Outro local afetado foi Matias Barbosa, onde também foi decretado estado de calamidade pública para agilizar ajuda federal e atendimento às famílias atingidas.
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira e ainda há previsão de mais chuva. Em Juiz de Fora, o acumulado de fevereiro chegou a 584 milímetros, o dobro da média histórica. No bairro Parque Burnier, cerca de 20 pessoas estão desaparecidas, entre elas crianças; nove foram resgatadas com vida e quatro morreram após o desabamento de 12 casas. Já no bairro Cerâmica, cinco pessoas da mesma família permanecem soterradas. O Rio Paraibuna e córregos transbordaram, interditando pontes e vias. Segundo a prefeita Margarida Salomão, há ao menos 20 ocorrências de soterramento, e sobreviventes estão sendo levados ao Hospital de Pronto Socorro. O município decretou luto oficial de três dias.
