O preço do diesel no Brasil registrou uma alta acumulada de quase 20% desde o início do conflito no Oriente Médio, conforme aponta levantamento recente. A elevação está diretamente ligada à instabilidade geopolítica na região, que tem impulsionado as cotações internacionais do petróleo.
Com o agravamento da guerra, o mercado global reagiu rapidamente diante do risco de interrupções no fornecimento de petróleo, principalmente em áreas estratégicas para o transporte mundial. Esse cenário elevou os preços da commodity e impactou diversos países, incluindo o Brasil.

Mesmo sendo um produtor relevante, o país ainda depende da importação de parte do diesel consumido. Essa dependência torna os preços internos mais vulneráveis às oscilações do mercado internacional, fazendo com que aumentos externos sejam refletidos rapidamente no valor final ao consumidor.
Nos postos, o impacto já começou a ser sentido. Distribuidoras repassaram parte dos custos, resultando em elevação no preço do litro do diesel em diversas regiões do país, mesmo sem reajustes imediatos nas refinarias.
Especialistas alertam que o aumento do diesel vai além do combustível. Por ser essencial no transporte de cargas, a alta pode provocar efeito em cadeia, elevando custos logísticos e pressionando os preços de alimentos e produtos, o que contribui para a inflação.
A Petrobras informou que acompanha de perto o cenário internacional e reforçou que não há risco de desabastecimento no país. No entanto, a estatal destaca que a volatilidade do mercado exige cautela, já que os preços seguem diretamente influenciados pelo desenrolar do conflito.
Diante desse cenário, medidas para conter os impactos seguem sendo discutidas, mas o comportamento dos preços dependerá, principalmente, da evolução da crise no Oriente Médio e da estabilidade no mercado global de petróleo.
