Um vídeo que ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta semana mostra uma professora bastante conhecida em Paracatu, identificada como Worley, trafegando com um triciclo de mobilidade urbana pela BR-040, nas proximidades do Posto Cruzeiro. A situação chamou atenção pelo risco gerado no trânsito e pela lentidão provocada na rodovia, chegando a travar o fluxo de carretas no trecho.
As imagens foram registradas por um caminhoneiro que seguia pela via e demonstram a dificuldade dos motoristas para realizar ultrapassagens com segurança devido à baixa velocidade do veículo. Durante a gravação, é possível perceber a indignação do condutor diante da situação em uma das principais rodovias do país.

O caso rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte dos internautas criticou a atitude de utilizar o triciclo em uma rodovia de grande fluxo e alta velocidade, outros demonstraram preocupação com a segurança da condutora e defenderam mais empatia diante da situação.
Apesar das diferentes opiniões, a legislação brasileira é clara sobre a circulação desse tipo de veículo. Desde 1º de janeiro de 2026, a Resolução nº 996/2023 do Contran passou a classificar veículos de duas ou três rodas com velocidade máxima de fabricação limitada a 50 km/h como ciclomotores, proibindo sua circulação em rodovias e vias de trânsito rápido.
Além disso, a Resolução CONTRAN nº 129/2001 estabelece que triciclos automotores não podem circular em rodovias federais, estaduais e do Distrito Federal, sendo permitidos apenas em vias urbanas. Equipamentos de mobilidade individual autopropelidos também possuem restrições de circulação, limitadas a áreas de pedestres, ciclovias e ciclofaixas.
A circulação do triciclo pela BR-040, portanto, além de irregular, representa risco significativo tanto para a própria condutora quanto para os demais motoristas que trafegam pela rodovia em velocidade compatível com a via. O episódio reforça o alerta das autoridades durante a campanha Maio Amarelo, que neste ano traz o tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.
